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Ao longo de sua trajetória o Sindicato dos Eletricitários de Presidente Prudente passou por várias etapas de lutas e desafios. No início, a idéia de fundar esse sindicato em Prudente veio da necessidade de criar uma federação dos eletricitários, isso só seria possivel se houvesse cinco sindicatos atuantes no Estado de São Paulo e na época só havia três.  Assim sendo, o Sindicato de Campinas cedeu Presidente Prudente e Ipaussu para serem as novas sedes regionais do movimento sindicalista dos eletricitários.


Pela lei vigente naquele período, era necessário que antes da fundação de um sindicato, houvesse a criação de uma associação profissional atuante por dois anos.  Essa associação daria origem ao sindicato propriamente dito.  Então, em 1966 a Associação Profissional dos Eletricitários de Presidente Prudente começou  suas atividades, como resultado de assembléia realizada entre os funcionários Caiuá.
Finalmente, em 20 de dezembro de 1968 foi fundado o Sindicato dos Eletricitários de Presidente Prudente. Mas, sua atuação estava muito ligada aos interesses patronais.


As chapa da diretoria era composta por pessoas indicadas pela diretoria da empresa. Dessa forma, os trabalhadores tinham pouca representatividade na atuação sindical. Luis Peliceo, relembra que alguns acordos aconteciam por telefone e eram assinados por correspondência, sem que houvesse uma assembléia entre a diretoria do sindicato e os sindicalizados.
Atitudes semelhantes a essa, levaram um grupo de funcionários a criar uma chapa de oposição composta apenas de funcionários que tinham estabilidade de mais de 10 anos de serviço, e que, não eram optantes do FGTS, pois dessa forma, seria difícil que eles fossem demitidos ou prejudicados como retaliação por quererem uma nova diretoria para o sindicato .


Nas eleições de 1973 essa chapa venceu as eleições por 20 votos, tendo como presidente Manoel Figueira.  A partir dessa data as assembléias e ações sindicais passaram a contar com a participação efetiva dos eletricitários. Por outro lado, alguns colegas que trabalharam na campanha da chapa de oposição perderam seus empregos logo em seguida.


Mesmo antes, da eleição ser realizada as perseguições já tinham começado. Os candidatos da chapa de oposição foram proibidos de fazer sua campanha dentro da empresa, mas a chapa indicada pela diretoria podia. A maneira que eles encontraram de vencer essa adversidade foi visitar os trabalhadores em suas casas nos finais de semana.


A transição de poder não aconteceu sem conflitos, logo de saída os diretores da Caiuá pediram que os novos empossados deixassem o prédio onde funcionava a sede do sindicato, uma vez que esse local pertencia à empresa. A nova gestão teve que recorrer à ajuda da Prefeitura de Presidente Prudente para conseguir um terreno onde seria construída a nova sede.


Com a mobilização de toda a diretoria, do movimento sindical e da federação, a nova sede foi construída no mesmo local onde funciona hoje em dia. A chapa vencedora teve tanto êxito que foi reeleita na eleição seguinte.


Entre 1978 e 1979 o presidente Manoel Figueira se aposentou, e como mandava o estatuto, teria que passar a presidência para a pessoa que estivesse ocupando o cargo de primeiro secretário, nesse caso, o Peliceo.
Assim,  Luis Peliceo, que era do conselho fiscal da chapa que ganhou em 73, que passou a primeiro secretário quando a chapa foi reeleita, tornou-se o presidente do Sindicato dos Eletricitários de Presidente Prudente.  Em 1981 disputou as eleições como presidente da chapa e ganhou na proporção de 3 por 1 contra a chapa indicada pela patronal.


Peliceo esteve no comando do sindicato até 2008, permanecendo na presidência por resultado de eleições. Na sua gestão muitas conquistas foram alcançadas para o trabalhador, como o pagamento de horas extras, fornecimento de equipamentos de segurança no trabalho, fornecimento de uniformes para serem usados no frio, adicional noturno, transporte subsidiado, etc.
Além de melhorias nos serviços prestados pelo sindicato, como a inclusão de tratamento dentário e cabeleireiro  para sindicalizados e suas famílias.

 

Presidente Manoel Figueira. (1975)
Primeiro mandato em 72 ou 73 e depois em 1975 continuou presidente e o Peliceo foi secretário.
Na eleição venceram por vinte votos. Quando a nova gestão foi assumir o mandato a empresa pediu para que eles desocupassem o prédio deles, onde até então funcionava a sede do sindicato.
A associação ficava junto com o sindicato. O prédio era deles. E despediu um funcionários da empresa porque trabalhou para eles.


Campinas cedeu Prudente e Ipaussu, para que assim houvesse 5 sindicatos, pois só tinha 3.
João Signorin (primeiro presidente do sindicato) chapa indicada pela empresa.
Manoel Figueira foi o primeiro presidente de oposição eleito.

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